Pessoas vêm e vão...
Pessoas entram e saem de nossas vidas e muitas vezes, não entendemos o porquê.
Existem aquelas que passam e não nos deixam nada.
Aquelas que levam algo de nós.
Aquelas que passam despercebidas.
Aquelas que nos ensinam.
Aquelas que aprendem conosco.
Mas será que existem aquelas que ficam para sempre?
Todos nós somos dotados de características únicas e insubstituíveis, mas acredito que em nossa busca diária por relacionamentos interpessoais, o que nos atraia de início, sejam as diferenças. Acabamos buscando no outro, aquilo que muitas vezes, não vemos em nós.
O que pode acontecer é admirarmos tanto o outro, e perdemos a admiração por nós mesmos. Não podemos perder nossa essência para agradar a ninguém, nem muito menos para sermos aceitos.
A diferença tem que somar a nosso favor, mas nunca nos separar daquilo que somos.
É óbvio que as semelhanças são importantes, porque acabamos nos relacionando com mais facilidade. Tendo as mesmas preferências, não precisamos buscar “fora” aquilo que já ganhamos.
Não podemos nos esquecer que, quando começamos a nos relacionar com os outros, como é tudo novo para nós, tudo nos agrada. O que torna real o que nos atraiu quando o conhecemos, é a convivência; e isso é uma arte.
Lidar com diferenças, no dia-a-dia, é muito mais complicado do que nos sentirmos envolvidos por ela a todo tempo.
Se nos basearmos no que somos, entenderemos melhor o outro. Sabemos que não somos perfeitos, nem completos; sendo assim, o outro também não é.
Não devemos depositar todas as nossas “fichas” em alguém que, com certeza, irá nos decepcionar em algum momento.
O prazer está em trocarmos experiências. Aprendemos a reconhecer que somos falhos. Em aceitarmos o outro como ele é. Se fomos atraídos pelas diferenças, e se as semelhanças são tão importantes, porque simplesmente não convivemos com isso, sem reclamar? Quando deixarmos de acreditar no relacionamento perfeito e imutável, passaremos a viver com mais prazer e liberdade. Só assim poderemos dizer que conviver com o semelhante é muito bom, mas compreender nossas diferenças é muito melhor!
Cristina Aparecida De Sousa
21.11.12

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