O medo


Ao nos depararmos com essa palavra, imediatamente algo dentro de nós se move.
O medo do novo, do velho, do antes, do agora.
Temos que aprender a lidar com esse sentimento, porque na maioria das vezes, ele nos paralisa. Ele tem que fazer parte de nossas vidas, mas como um alerta e não como algo que nos apavore.
Mas de onde será que ele vem? Acredito que ele parta de uma ansiedade: nós tememos algo antes que ele aconteça. Pode ser algo bom ou ruim.
Dependendo do histórico de nossas vidas, acabamos sentindo involuntariamente. Seria muito bom se simplesmente vivêssemos sem senti-lo, mas infelizmente ou felizmente isso não é possível.
Pensando bem, é melhor vivermos com ele; porque ele acaba sendo um indicador de “perigo”, mas temos que aprender a domá-lo; porque ele pode fazer perdemos muitas oportunidades, entre elas a de sermos felizes. Por um período ele pode ter sido tão dominador, ter nos levado a tantos momentos tristes ou ruins, que quando nos deparamos com algo bom, ele nos impede de viver isso.
Se ele vem em resposta à ansiedade, temos que levar em consideração o que queremos para nossas vidas.
O “friozinho na barriga” faz parte, mas ele não pode determinar o que serão seus dias. Encare primeiro o dia de hoje, porque a conseqüência do amanhã cabe a ele apenas. Em primeiro lugar, pense no que “tem para hoje”, mas não seja inconseqüente achando que está sempre tudo bem. Recebemos de graça, um presente maravilhoso: a vida. É muito bom viver, mesmo sabendo que um dia iremos morrer; e essa é a única certeza que temos. Será que o medo não tem feito você perder seus dias, suas noites? Pare e reflita.
Será que você não tem deixado de viver plenamente, porque tem medo? Não faça isso com você mesmo. Sabe qual a melhor maneira de retribuir a esse presente? Usufruindo dele da melhor maneira possível. Não deixe que o medo imponha até onde você pode ir; porque você foi criado para se superar.




Cristina Sousa                                                              21.11.13


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